Qual é o tempo de espera para acessar novos medicamentos contra o câncer na América Latina?

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Qual é o tempo de espera para acessar novos medicamentos contra o câncer na América Latina?

Imagine-se em uma corrida pela sua vida, onde cada segundo conta. Essa é a situação para muitos pacientes na América Latina que dependem da chegada de medicamentos avançados para tratar o câncer ou doenças raras. Sem dúvida, a espera por esses medicamentos pode ser longa e cheia de incertezas.

A luta contra o tempo no acesso a medicamentos oncológicos na América Latina

Recentemente, a Federação Latino-Americana da Indústria Farmacêutica (FIFARMA), em colaboração com a organização de pesquisa IQVIA, publicou a segunda versão do estudo chamado Indicador FIFARMA W.A.I.T. 2023, sigla que significa "Indicador de espera para acessar terapias inovadoras"; um estudo que trouxe à tona novos dados sobre os tempos de espera para acessar medicamentos inovadores para câncer e doenças raras.

Revelando dados com o Indicador FIFARMA W.A.I.T. 2023

Em sua segunda edição, este estudo analisa a disponibilidade e o tempo de acesso a 228 medicamentos para câncer e doenças raras em oito países da América Latina (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, México e Peru). As descobertas indicam que os pacientes podem esperar em média entre 1,9 e 4,5 anos desde a aprovação desses medicamentos pela FDA (Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA) até a disponibilidade efetiva em seus países.

Isso significa que, se um medicamento contra o câncer for aprovado hoje nos Estados Unidos, pode não estar disponível para um paciente na América Latina até quatro anos depois. Isso pode ser muito, reduzindo a esperança de vida de milhões de pacientes atuais e potenciais. 

Este atraso reflete a necessidade urgente de melhorar e agilizar os processos regulatórios para acelerar a disponibilidade de terapias inovadoras em nossa região.

Abordando a lacuna no acesso a medicamentos na América Latina

Dos 228 medicamentos estudados, apenas 130 estão disponíveis em algum país da América Latina e, desses, apenas 86 estão acessíveis em todos os países analisados. Este dado destaca ainda mais a lacuna de acesso na região e a necessidade de uma ação conjunta para enfrentar esse desafio.

Na Colômbia, por exemplo, desde que um medicamento é aprovado pela FDA, os pacientes esperam cerca de 1.184 dias (um pouco mais de três anos) para que seja aprovado em seu país. E isso não é tudo, depois há que somar mais 489 dias para que esteja realmente ao alcance de quem precisa. No México, a situação é ainda mais prolongada: 210 dias para a primeira aprovação, seguidos por um surpreendente salto para 2.074 dias (um pouco mais de cinco anos) para alcançar a disponibilidade total.

Este tipo de atraso pode ser devido a vários fatores, como os processos de aprovação em cada país, os sistemas de reembolso e outros aspectos administrativos que, embora necessários, acabam prolongando a espera.

Desafio na América Latina: Reduzir os tempos de espera para tratamentos contra o câncer

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