Propriedade intelectual e eficiência regulatória como motores do bem-estar regional
Propriedade intelectual e eficiência regulatória como motores do bem-estar regional
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O percurso de um avanço científico até chegar ao paciente muitas vezes esbarra em duas conversas separadas. De um lado está a propriedade intelectual e eficiência regulatória para atrair investimentos. Do outro está a convergência necessária para uma maior cooperação regional. Durante uma semana de trabalho colaborativo no México, diversos setores se reuniram com um propósito comum: encurtar a distância entre a ciência e os pacientes que dela precisam.
A propriedade intelectual como habilitadora de inovação e bem-estar
Para que a ciência chegue a tempo às pessoas, os países devem criar condições que atraiam a pesquisa clínica. Instituições como o Instituto Mexicano da Propriedade Industrial (IMPI), a Secretaria de Economia, a AMIIF e a FIFARMA promoveram diversos encontros. Essas sessões contaram com a colaboração da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI). A mensagem central foi clara. Fortalecer nossas normas envia um sinal muito positivo ao mundo. Proteger a inovação respalda quem desenvolve soluções e multiplica seu impacto nos pacientes.
Países que protegem a inovação atraem mais investimentos. Isso ajuda a acelerar o acesso à inovação na América Latina.
A Semana da Propriedade Intelectual no México ofereceu um espaço para debater a competitividade regional. A FIFARMA participou de três eventos de destaque. O primeiro foi organizado com o IMPI, a Secretaria de Economia e a AMIIF, contando com a participação de Marco Alemán, da OMPI. O segundo foi o Seminário de Inovação INTERPAT 2026. Por fim, foi realizada uma oficina dedicada em conjunto com o IMPI e a AMIIF.
Esses encontros reuniram autoridades, reguladores e organismos internacionais. Representantes da indústria, academia e especialistas também estiveram presentes. Todos os participantes trocaram perspectivas para fortalecer os ecossistemas de inovação regionais.
Yaneth Giha, Diretora Executiva da FIFARMA, participou ativamente dos três fóruns. Ela abriu a oficina do IMPI ao lado de Vidal Llerenas, Jorge Caridad e Andrew Jenner. Enquanto isso, Raquel Sorza, Diretora de Política de Saúde, moderou o painel de inovação. Em todas as sessões, uma mensagem permaneceu constante. Marcos previsíveis de propriedade intelectual e eficiência regulatória são essenciais para gerar confiança em soluções de saúde.
Regulação e inovação avançam juntas pelo bem-estar dos nossos pacientes
A agenda regulatória também ocupou um lugar central. Participamos da Terceira Missão Latino-Americana de Desenvolvimento Regulatório e do Diálogo sobre Boas Práticas Regulatórias. Além disso, nos somamos às conversas sobre a Declaração do Rio de Janeiro. Também estivemos presentes no DIA Latin America Annual Meeting 2026 e nos reunimos com reguladores da América Central. Em cada espaço, trabalhamos por uma maior cooperação entre os países.
Diego Salas, Diretor de Assuntos Regulatórios da FIFARMA, apresentou o Observatório de Boas Práticas Regulatórias (OBPR). Este repositório vivo promove a adoção de mecanismos de reliance e eficiência regulatória. Autoridades da OPAS, ANVISA, COFEPRIS e FDA integraram os debates. Yaneth Giha e Diego Salas trouxeram uma perspectiva baseada em evidências.
A conversa continua
A agenda no México deixou uma conclusão clara. Fortalecer a inovação em saúde exige conectar propriedade intelectual e eficiência regulatória à competitividade. Esse diálogo continuará em outros fóruns da região. O objetivo final é garantir que a ciência chegue a mais pessoas.
O trabalho articulado representa o caminho mais rápido para acelerar o desenvolvimento. Acordos como a Declaração do Rio de Janeiro reafirmam essa abordagem. Esses consensos ajudam a construir sistemas ágeis que protegem a saúde pública e impulsionam o progresso científico.
Esta rota de trabalho continuará ao longo de todo este mês. Levaremos este diálogo à Colômbia, República Dominicana, Portugal e Costa Rica. Nesses locais, seguiremos fortalecendo a competitividade biofarmacêutica.
O progresso em saúde se constrói com decisões conjuntas e corajosas. A conversa segue aberta. Continuaremos acompanhando a América Latina rumo a sistemas de saúde sólidos e centrados nas pessoas.